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Nutrição Enteral
 
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Cálculo da Nutrição Enteral

O objetivo da terapia de nutrição enteral é manter o peso e as funções corporais, além de, quando possível, conseguir uma melhora no estado alimentar em caso de subnutrição. Para isso, o paciente precisa receber todos os nutrientes essenciais à vida. Portanto, o suprimento alimentar deve ser ajustado de acordo com as necessidades individuais, garantindo que todos os nutrientes possam ser metabolizados adequadamente.

Recomenda-se que, antes do início da terapia, seja criado um protocolo nutricional, contendo informações sobre necessidades nutricionais, tipo de dieta enteral e períodos de administração. As dietas Nutricomp® garantem, através da administração da dose recomendada, um suprimento suficiente de todos os macro e micronutrientes.

Necessidade de energia
A necessidade de energia individual (gasto energético total) é determinada por dois fatores:

• gasto energético basal: consumo de energia em repouso completo, levando em consideração peso, altura, idade e sexo, e;
• gasto em atividades físicas e mentais, assim como por doenças.

Necessidade de líquidos
O cálculo da necessidade de líquidos ocorre com 30 a 40 ml/kg MC e dia. Perdas maiores de líquidos devem ser levadas em consideração, conforme o caso. Por isso, em casos de febre, a necessidade de líquidos aumenta em 10 ml/kg MC e dia a cada 1°C de temperatura acima de 37°C. Em outros pacientes (por exemplo, com insuficiência cardíaca e renal), o suprimento de líquidos deve ser limitado.

Importância da quantidade adequada de nutrição
É importante frisar que: tanto a hipo, quanto a hiperalimentação podem ser inadequadas causando intercorrências que limitam o sucesso do tratamento. A hipoalimentação contribui para a desnutrição que, como conseqüência, leva a comprometimento da função imune, retardo na cicatrização, enfraquecimento dos músculos respiratórios, aumento de permanecia hospitalar, etc. Já a hiperalimentação pode ocasionar vários distúrbios tais como: hiperglicemia, esteatose, elevada produção de dióxido de carbono.

Cálculo do gasto energético de um indivíduo
Existem 3 maneiras comummente usadas para determinação do calculo energético de um paciente:

Fórmula Simplificada do Gasto Energético Basal (GEB)

25 kcal x kg Massa Corporal (MC)
Ou
GEB em kcal (segundo Harris-Benedict)
M = 655 + 9,6 x Massa (kg) + 1,8 x Altura (cm) - 4,7 x Idade (anos)
H = 66 + 13,7 x Massa (kg) + 5 x Altura (cm) - 6,8 x Idade (anos)

Levar em consideração:
Algumas doenças, como, por exemplo, febre, câncer, infecção e sépsis, podem levar a um aumento relevante do gasto energético.

Estimativa do Gasto Energético Total (GET):

Fórmula simplificada do GEB  Gasto Energético Total (GET):
acamado 25 kcal/kg MC e dia
sentado 30 kcal/kg MC e dia
em movimento 35 kcal/kg MC e dia
Gasto Energético Total (modificado segundo Long et al.)
GET = GEB x Fator de atividade x Fator de Trauma  
Fator de Atividade repouso x 1,1
Fator de Atividade atividade leve x 1,3
Fator de Trauma febre ≥ 38°C x 1,1
Fator de Trauma febre ≥ 39°C, câncer, ulcera de pressão x 1,2
Fator de Trauma febre ≥ 40°C, infecção grave x 1,3
Fator de Trauma febre ≥ 41°C, sépsis x 1,4

Levar em consideração:

  • Em caso de massa corporal e estado de hidratação normais, o peso atual serve como referência para o cálculo.
  • Em pacientes obesos (IMC > 30), o peso ideal deve ser utilizado.
  • Em casos de pacientes extremamente caquéticos (IMC < 16) e pacientes em longo jejum, a evolução nutricional deve ser bem lenta (começando com 50 a 60% da necessidade calculada de acordo com o peso atual).